Maria do Socorro: dedicação à educação infantil e amor às crianças

 

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“Não me sinto só um educadora, mas também um pouco de mãe, pai, e até mesmo psicóloga de cada uma dessas crianças.O nosso papel aqui é cuidar, proteger e dar apoio a elas”, é dessa forma que a Técnico em Desenvolvimento Infantil (TDI) Maria do Socorro Versiane, 47 anos, se refere às 48 crianças da educação infantil que ela atende na creche Professor Aecim Tocantins, no bairro Parque Atalaia.

 

Há 11 anos trabalhando como efetiva da Secretaria de Educação – completados no dia 2 de maio – sempre na mesma creche, Maria do Socorro diz que se considera parte da família dessas crianças.

Na sala, onde divide o trabalho com três colegas, são atendidas crianças de 3 a 4 anos de idade. O trabalho começa cedo, às 6 horas ela já está na creche esperando para receber os pequenos. O seu trabalho vai até às 12h, quando outras colegas assumem o posto.

 

Desde que se formou em magistério, há 20 anos, Maria do Socorro dedica sua vida à educação infantil. “Assim que me formei no magistério percebi que era essa profissão que queria seguir”, disse a educadora. Antes de ir para o município ela trabalhou em escolas estaduais, lecionando para crianças do 1º ao 4º ano.

 

Hoje ela está cursando pedagogia. “Quero me especializar cada vez mais na área da educação, o mercado exige. Quero ir bem mais adiante, pois o meu trabalho é muito gratificante”.

 

Ao longo desses anos ela diz que já se acostumou com a profissão e que nem mesmo o barulho e a bagunça das crianças a incomoda. Ela lembra que as TDIs das creches de educação infantil não são responsáveis apenas pela educação, elas também são responsáveis pela alimentação e banho dos pequenos, já que eles ficam no local em tempo integral. “Aqui temos que ter paciência, sabemos que para eles também não é fácil e que estão aqui porque os pais precisam e não porque querem”.

 

A educadora recorda que algumas crianças chegam à creche ainda dormindo.

 

Maria do Socorro não é só educadora, ela é também esposa, mãe e muitas vezes já largou a própria casa para dedicar ao serviço. “Já cheguei aqui na creche duas horas da manhã para fazer um almoço para uma festa beneficente, que era para arrecadar dinheiro para ajudar a nossa creche. Aqui o trabalho também é social. Ela tem duas filhas, de 12 e 14 anos de idade. Ela diz que a família lhe dá o maior apoio na profissão e são as filhas que a ajudam com as tarefas de casa.

 

Em uma rápida avaliação sobre a educação infantil nos últimos anos ela diz que percebe uma melhora considerável, principalmente em relação ao número de vagas nas creches que tem ampliado bastante. “Hoje o governo e os próprios pais tem outra visão da importância da criança receber a educação escolar desde cedo. Eles entendem que as creches não são simplesmente para cuidar, mas também para educar”.

 

Na creche as crianças têm atividades diversas, é uma rotina diária com brincadeiras lúdicas que ajudam a educar. “É o aprender brincando”, completa Maria.

 

 

Ela diz que escolheu ser servidora pública em Cuiabá porque o salário é pago em dia e bem remunerada. “Não tenho do que reclamar”.

 

 

Fonte: Rosane Brandão/ Secretaria de Educação

 

 

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